terça-feira, 1 de abril de 2014

FERTILIDADE considerações sobre a importância da cadeia trófica: matéria orgânica, minerais e microrganismos

A co evolução está sincronizada com a micro, meso e macro plantas; com as micro, meso e macro fauna que eclodem nos solos umedecidos formando paisagens de acordo com as estações do ano. Reconhecer a importância das transformações energéticas dos nutrientes da rocha matriz e do uso do Pó de Rocha para a recuperação e rejuvenescimento dos solos nos ecossistemas é um  tema atualíssimo.

Importante esclarecer que um solo não é fértil pela quantidade de matéria orgânica, minerais e/ou Nitrogênio, mas sim pela variedade e quantidade de microrganismos, principalmente fungos e bactérias. De acordo com a Teoria da Vitalidade, a fertilidade do solo é maior quanto maior o peso e variedade de vida que cresce e se alimenta do solo. A riqueza da Vida do Solo consiste em disponibilizar os minerais às plantas, formar húmus e outras substâncias construindo a estrutura grumosa.

Nas condições acima citadas, as raízes das plantas encontram o ambiente ideal de crescimento e desenvolvimento. A Vida do Solo se encarrega de subministrar água - nutrientes - agentes ativos (fito hormônios, antibióticos, enzimas e coenzimas,...) para as plantas e assim criam-se as redes de proteção garantindo o crescimento. Essa riqueza é a estrutura da vida no Planeta, a diversidade no solo vai caracterizar a riqueza da diversidade sobre o solo.

Os principais grupos de microrganismos existentes no solo são os decompositores e humificantes. Quando o esterco seca na superfície do solo inicia a ação dos decompositores, ora insetos, larvas, pássaros, fungos, entre outros agentes.  Após entram em  ação os humificantes, se não estão presentes, faltará a conexão nutricional necessário à saúde. Elementos altamente solubilizados podem desencadear desequilíbrios e assim não serem benéficos, promovendo a atração de insetos.

Entretanto se aplicarmos um biofertilizante a base de esterco de vaca, de fermentação aeróbica, rico em microrganismos humificantes, estaremos incrementando atividade biológica no solo. Quanto mais ativo o ecossistema mais rapidamente capturados os nutrientes, sem perdas! No processo de compostagem, o que realmente interessa é produzir ‘húmus permanente’, para a digestão e proteção dos nutrientes presentes na estrutura grumosa.

Todo o composto deve ser incorporado às capas iniciais, onde há grande fluxo de oxigênio. A estabilização do composto dá-se pela decomposição a partir das  bactérias, actinomicetos, e fungos da matéria orgânica presente nos solos. Observamos também que os produtos originados  da atividade microbiológica possuem um efeito antagonista sobre as enfermidades tanto dos seres humanos como plantas e animais.


A matéria orgânica e os adubos verdes são importantes para a evolução geológica e biológica dos solos, solubilizando o insolúvel, recuperando e regenerando contra impactos que provocam sua erosão. Assim, a matéria orgânica e os adubos verdes minimizam e amortizam os grandes impactos sofridos pela exploração irracional dos sistemas agropecuários.

Os ecossistemas naturais diferem do agro sistemas produtivos, pela grande estabilidade sistêmica, dinamismo e funcionalidade, enquanto os agro sistemas perdem as características com a intervenção antrópica, chegando a casos extremos de contaminação, degradação, e alteração biogeoquímica (RESTREPO & PINHEIRO,2009).

Bibliografia:

RESTREPO, J. Manual práctico de Agricultura orgánica y panes de piedra Feriva Ed. Cali, Colombia, 2009.

RESTREPO,J.; PINHEIRO ,S. Agricultura Orgânica Harina de rocas y la Salud del suelo al alcance de todos. Satyagraha Junquira Candirú, Feriva Ed. Cali, Colombia,2009

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